Você trabalharia onde trabalha hoje se não precisasse do dinheiro?
Faz um teste rápido comigo. Se amanhã você não precisasse mais de dinheiro, você continuaria trabalhando onde trabalha hoje?
Não precisa me responder. Responde pra você, de verdade, sem pensar no que pegaria mal.
Se a resposta foi sim, ótimo. Esse texto não é pra você hoje.
Agora, se a resposta foi não, vem a pergunta que realmente incomoda: até quando você vai esperar para buscar uma mudança?
Os 23 meses em que eu esperei
Eu entrei em um trabalho novo e, na primeira semana, senti uma coisa estranha. Não sabia explicar, mas sabia. Meus amigos me perguntavam: E o trabalho novo, como está?
A minha resposta era: Ah...não sei ainda, vou esperar mais um pouco.
Fiz o que muita gente competente faz: esperei.
Achei prudente dar 3 meses. Os 90 dias chegaram e eu ainda não me sentia parte. Só que os resultados estavam acontecendo. E resultado bom é uma desculpa ótima pra ficar.
Então eu fui ficando. 6 meses, 12 meses... Ignorei todos os sinais que pude.
O problema é que aquilo não passava. Estava cômodo, eu tinha o salário, mas não tinha prazer em estar ali.
Resultado: fui demitida 2 anos depois.
Olhando agora, eu vejo que só aconteceu o que tinha que ter acontecido. Porém aconteceu 23 meses depois do meu alerta, e de um jeito que me fez questionar a minha capacidade.
Quando a decisão vem de fora, ela chega junto com uma pergunta que demora pra ir embora: será que eu era boa mesmo?
Eu era. O problema nunca foi capacidade. Foi esperar.
A zona de conforto é gostosa e perigosa
Por isso eu te peço: não faça o que eu fiz.
Não espere que a vida tome por você as decisões que o seu coração já sabe.
Tem gente que não fica num lugar ruim. Fica num lugar confortável. E esse é o mais difícil de largar, porque nada está pegando fogo. O salário cai, a meta bate, ninguém reclama. Só você sabe que não está inteira ali.
E o primeiro passo quase nunca é pedir demissão. É parar de fingir que não está vendo.
Defina um plano de mudança
Mudança sem plano vira fuga. Antes de sair de qualquer lugar, responde estas perguntas por escrito, com calma:
- Em que empresa você gostaria de trabalhar?
- Resolvendo qual tipo de problema?
- Qual salário faz sentido?
- Em qual tipo de cultura?
- Quem são as pessoas da sua rede de contatos que te aproximam desse plano?
A última é a que mais gente pula. E é a que mais encurta o caminho.
A vida é curta pra gente passar parte dela onde não gosta
Essa é uma das conversas que mais aparece nas minhas mentorias hoje: gente que já sabe a resposta e está esperando a vida decidir por ela. Eu não decido por ninguém. Mas ajudo a olhar pro plano de olhos abertos.
Se você está vivendo esse momento e precisar de ajuda, me chama.
E se você conhece alguém que está nesse lugar, manda esse texto pra essa pessoa.
Com amor, Mari L.