A tarefa que você não delegou, não é complexa demais
É porque sem ela, você não sabe o que faz com o tempo.
Eu passei por isso. Comecei a delegar algumas tarefas que tomavam minha agenda inteira e me peguei pensando: e agora? Qual é o meu trabalho de verdade? Onde eu coloco esse tempo que sobrou?
Foi aí que comecei a perceber um padrão.
Como Coordenador, você passa 70% do tempo olhando pra negócios e pessoas, com foco no operacional. Os outros 30% são estratégia.
Quando você vira Gerente, essa conta começa a equilibrar: 50% operação, 50% estratégia.
E quando você chega a Head ou Diretor, inverte: 70% do seu tempo deveria estar na estratégia, e só 30% na operação.

Deveria. Porque a maioria das pessoas que chegam nessas cadeiras (Gerente e Head) ainda está com o relógio de Coordenador na cabeça ou com um time tão júnior, que não permite que você ocupe o lugar que você deveria ocupar.
O tempo que você deveria dedicar a questionar o status quo você continua preenchendo com o que sempre fez, porque é o que sabe fazer bem e o que é mais confortável.
Mas o que é esse tempo estratégico na prática? É benchmarking de mercado. É estudo de concorrentes e de segmento. São ações estruturantes. É job rotation com outras áreas.
É pensar diferente os problemas que você precisa resolver.
Não é ficar olhando pro vazio tentando "ser mais estratégica" ou olhando 2 KPIs no relatório e mandando slack pro seu time questionando o que aquela queda de 2 semanas atrás significam.
É trocar o tipo de pergunta que você faz. Do "como a gente executa isso?" para "por que a gente ainda faz isso assim?"
Foi assim que reinventei políticas de remuneração, ajudei a redesenhar processos inteiros, mapeei melhorias de produto, acompanhei testes e testes que transformaram em produtos gigantescos nas empresas que passei.
Isso é o que eu trabalho nas mentorias hoje: ajudar você a redistribuir o seu tempo antes que alguém de fora precise fazer isso por você.